FMC irá iniciar processo para pagamentos de 22 projetos da Lei Aldir Blanc

Após análise nos órgãos de fiscalização e controle do município, a Fundação Municipal de Cultura (FMC), irá iniciar o rito para o pagamento de 22 projetos contemplados pelo Edital da Lei Aldir Blanc no município de Teresina. A atual gestão não sabe até o momento o motivo da não liberação destes recursos no ano passado, conforme diz a Lei, porém ao tentar fazer as liberações dos recursos neste ano, não foram encontrados documentos que confirmassem diversos processos realizados no edital.

O atual presidente da Fundação Municipal de Cultura, Scheyvan Lima, conta que é preciso tratar o bem público com responsabilidade e que por isso foi determinado que todo o processo referente ao Edital da Lei Aldir Blanc passasse por uma avaliação dos órgãos de controle e fiscalização do município. “Na administração pública é comum essa burocracia necessária, pois como são recursos públicos, temos que ter zelo”, afirma Scheyvan Lima, informando ainda que nesta manhã esteve na prefeitura para tratar com o prefeito Dr. Pessoa a liberação dos valores.

O músico Fernando Soares é um dos contemplados que ainda não havia recebido os valores, ele conta que ficou muito feliz com a liberação e que agora irá iniciar a gravação de uma música autoral e um clipe promocional. “Somente na minha banda esse projeto vai beneficiar dez músicos que sem esse auxílio, não teriam como dar andamento a esse novo projeto que fará uma homenagem a uma pessoa da cidade que perdeu a vida para a depressão”, comenta Fernando Soares.

Dividida em duas linhas, o edital do programa financiado pelo Governo Federal destinou mais de R$ 6,5 milhões para os trabalhadores e as trabalhadoras da cultura, iniciativas e espaços culturais de Teresina. Dos 188 projetos aprovados, apenas 22 propostas ainda não receberam os recursos, os mesmos deverão ser repassados nos próximos dias.

Banda 16 de Agosto volta a suspender ensaios

A pandemia do coronavírus vem mudando vidas desde março de 2020. Hospitais, escolas, serviços públicos e privados precisaram encontrar novas formas de seguir em frente e se adaptar ao que chamamos de novo normal. Com a música não foi diferente. Shows foram cancelados e festivais adiados. As apresentações ficaram suspensas e muitas ainda estão sem data para retornarem.

A Banda 16 de Agosto tem uma longa história musical com a cidade. Completando 53 anos, em 2021, ela vem se readaptando durante todo esse período de pandemia. Inicialmente com a suspensão das atividades presenciais, depois com a volta e novamente ficando de forma remota.

Nem a rotina de ensaios das bandas pode continuar. Maestro Rocha Sousa, novo coordenador da banda, conta os desafios enfrentados pela nova gestão com a pandemia. “Quando assumimos a coordenação, o cenário de saúde era diferente e voltamos às nossas atividades presenciais, para que os músicos pudessem se integrar. Trabalhamos em rodízio, dividindo a banda em grupos de 10 a 12 músicos, que ensaiavam seguindo os protocolos de segurança. Foi muito bom pois os músicos sentiam falta de estarem juntos, a música flui melhor”, conta o Maestro Rocha Sousa.

Porém com o agravamento da pandemia, novas medidas foram necessárias e buscando preservar a saúde dos músicos e seguir os protocolos impostos pelas autoridades de saúde, a banda suspendeu suas atividades presenciais mais uma vez.

Alberto Yure é saxofonista da 16 de agosto há 10 anos e encara a mudança com calma. “Nós temos que seguir as recomendações das autoridades e ter cuidados com a nossa saúde e dos nossos entes queridos, não tem jeito. Nós estamos sempre nos readaptando e os ensaios de forma remota são um pouco mais complexos e requerem mais cuidado e técnica da nossa parte. É muito diferente do presencial, mas está dando certo, maestro Rocha tem sido atencioso e cuidadoso”, pontua Alberto Yure.

A Banda 16 de Agosto é mantida pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves. Para mais informações sobre esse e outros projetos, basta acessar o site fcmc.teresina.pi.gov.br.

Dia da Mulher: funcionárias da Fundação Monsenhor Chaves ganham homenagem

Para celebrar o histórico de lutas e avanços das conquistas femininas, comemorado em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Fundação Cultural Monsenhor Chaves realizou na manhã desta segunda-feira (8) uma homenagem a todas as mulheres que contribuem com o funcionamento da sede e das casas ligadas a instituição. Enquanto recebiam flores, as homenageadas puderam se encantar e se emocionar com o som produzido pelo violino do músico João Neto, membro da Orquestra Sinfônica de Teresina.

A segurança Janiária Porfirio, que presta serviço no Palácio da Música conta que ficou encantada com a surpresa recebida. “Amei receber a rosa porque me senti lembrada. Alguém separou um tempo pra preparar esse carinho mostra que pensa na gente. E uma flor é uma simbologia muito forte com nós mulheres, já que passa beleza, delicadeza e ao mesmo tempo força para florescer sozinha.”, comenta Janiária.

 

Janara Ribeiro, diretora do Teatro João Paulo II, ressaltou a sua admiração pelas mulheres que buscam romper as barreiras culturalmente impostas para obter a igualdade de gênero. “É nossa luta conjunta, em diferentes áreas, que vai possibilitar a conquista por direitos iguais e mais respeito nos ambientes, principalmente nos espaços de poder e decisão” enfatiza Janara, afirmando ainda que a homenagem prestada nesta manhã é também um grande reconhecimento ao trabalho das guerreiras que trabalham na FMC.

O presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, Scheyvan Lima destacou que a cada dia a mulher vem se destacando profissionalmente. “Somos frutos de uma sociedade machista que sempre teve um ditado machista: por trás de um grande homem, existe uma grande mulher. Na realidade, ela está na frente do homem, ao seu lado ou no lugar que ela quiser estar”, defendeu Scheyvan Lima.

 

 

 

Mulheres quebram barreiras da masculinidade na sanfona

Em um mercado composto em sua maioria por homens, sendo mais comum a figura masculina no mundo da sanfona, foi necessário que algumas mulheres dessem o pontapé inicial para quebrar a barreira do machismo imbricada no acordeon. Através dos cursos de sanfona oferecidos pelo Palácio da Música de Teresina, desde 2014, muitas mulheres estão conseguindo adentrar no mercado musical.

Isolda Dantas iniciou seus estudos na sanfona no Palácio da Música em 2021, já aposentada. Ela é um exemplo de paciência e mostra que nunca é tarde para realizar um sonho e iniciar uma nova jornada. “Minha família não deixava eu tocar sanfona por eu ser mulher, meu pai tocava pra sustentar a família e isso era encarado só como um trabalho, não como uma arte. Como existia um respeito enorme de filhos para com os pais, nunca me atrevi a tocar nos instrumentos dele. Hoje, estou aposentada e fazendo muitas coisas que não podia fazer por não ter tempo ou permissão. Eu tinha que trabalhar e sustentar a família, pois sempre fui provedora dela.”, conta Isolda Dantas.

Nesta área também acompanhamos casos onde a família inspira as futuras musicistas e os papéis são trocados, onde, de estímulo, os pais passam a serem os estimulados. “Meu pai, Juarez Moura, é sanfoneiro, mas aprendeu a tocar o instrumento sozinho na adolescência, sem técnica e, por isso, não consegue ensinar. As bases do que temos hoje foram construídas sobre o trabalho dele como sanfoneiro. Desde criança vivo cercada pelo acordeom, ouço ele tocando e consertando o instrumento. Por esse motivo me interessei em aprender a tocar sanfona. Ele consegue tocar ouvindo a música, mas sem técnica.”, explica Joaria Moura, que agora, com o acesso à teoria e prática técnica da sanfona, ensina o que aprende a seu pai.

Ainda há certo estranhamento quando mulheres são avistadas tocando sanfona. Mas a música, como toda forma de expressividade artística, existe para diminuir segregações físicas e ideológicas. “Sanfona é o instrumento mais lindo do mundo. Sempre vi os homens tocando e era muito comum, precisava de força e nada melhor que a mulher, para além da sua doçura, completar a beleza deste instrumento. O desejo de tocar sanfona emergiu quando percebi que poderia alcançar corações, almas, lembranças. Quando percebi que poderia emocionar e ser emocionada. Antes, eu já gostava, porque Gonzagão pra mim é indescritível. Mas quando vi, em uma novela, a Lucy Alves tocando, tive a certeza que era o melhor investimento que eu poderia fazer”, exalta a aluna Carol Santos.

Algumas alunas têm um progresso técnico tão grande que ganham destaque perante os professores. Écore Nascimento já era cantora quando resolveu se dedicar também à sanfona. E ela se empenhou com tampo afinco, que em apenas um ano foi convidada pelo maestro Ivan Silva a ser mais um membro da Orquestra Sanfônica Seu Dominguinhos, grupo de sanfona profissional mantido pela Prefeitura de Teresina. “Eu sempre amei estar no meio musical, seja cantando ou só apreciando. Acompanhava o trabalho da Orquestra Sanfônica e aquilo sempre me tocava. Com o surgimento do grupo ‘As Fulô do Sertão’, no qual eu já fazia parte como cantora, veio o último pontapé pra que eu me matriculasse no curso de acordeon, no Palácio da Música. A minha dedicação era proporcional à minha paixão e logo outras portas se abriram. Hoje sou a acordeonista do grupo (As Fulô) e também da Orquestra Sanfônica. Por ser mulher, muitos desafios surgiram, como o peso do acordeon, o preconceito por parte dos músicos mais experientes, etc. De fato, no meio musical, ainda era algo novo na época. Hoje, graças a Deus, temos a oportunidade de poder inspirar outras garotas e mostrar nossa capacidade.” Hoje, além de instrumentista, ela é coordenadora, produtora e única mulher da Orquestra.

O Palácio da Música é mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação de Cultura Monsenhor Chaves. Para mais informações sobre novas turmas, basta acessar o site fcmc.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais da Fundação Monsenhor Chaves e do Palácio da Música.

Jovens do Grande Dirceu ingressam no ramo musical por meio de projeto popular

Dezenas de jovens do Grande Dirceu, região localizada na zona Sudeste de Teresina, já realizaram o sonho de ingressar no ramo musical. Eles encararam essa nova jornada através da Banda Infanto Juvenil Maestro Duda, que funciona no Escolão do Parque Itararé. No último ano cerca de 80 jovens passaram pelo projeto, destes, 40 ainda estão atuando de forma ativa com aulas semanais realizadas de forma remota por conta da pandemia da Covid-19.

Através da banda os participantes têm acesso às aulas de guitarra, trombone, clarinete, saxofone, tuba, bateria, trompete, tudo de forma gratuita, dando oportunidade a jovens da região que em sua maior parte não têm acesso a cursos particulares. Com idade mínima de dez anos para ingressar na banda, muitos já estão atuando no mercado musical de forma profissional, como é o caso do Tiago de Oliveira, de 23 anos, que, em 2010, entrou no projeto e agora, além de ser microempresário, toca em bandas de forró da capital. “Entrei no projeto por curiosidade e não sabia manusear nenhum instrumento, com o tempo me apaixonei pelo trompete e hoje sou um profissional”, conta Tiago Oliveira, enfatizando ainda que além do aprendizado, ele teve forças para deixar as más influências.

Tiago de Oliveira, de 23 anos, entrou no projeto e agora, além de ser microempresário, toca em bandas de forró da capital.

Enquanto uns já atuam de forma profissional, outros trilham o mesmo caminho. Íkaro Eduardo, de 14 anos, entrou no projeto recentemente com o intuito de realizar o sonho de infância de tocar algum instrumento. “Estou muito feliz com minha desenvoltura na banda e agora o meu sonho é outro, quero entrar no mercado musical”, afirma íkaro Eduardo.

Outro que já foi aluno e que agora atua de forma profissional é o Maestro Gustavo Cipriano, que por sinal é o professor responsável por profissionalizar esses jovens. Ele conta que se sente realizado, pois foi aluno do escolão, da banda e agora pode ensinar à garotada tudo aquilo que aprendeu ao longo dos anos. “Entrei na banda em 1996 e em 2008 me tornei maestro. Hoje tento mudar vidas, pois como todos sabem, a luta para tirar um jovem do mundo da criminalidade é muito grande e sinto que estando aqui estou fazendo minha parte para um mundo bem melhor”, comenta o Maestro Gustavo Cipriano, enfatizando ainda que nunca pensou que um dia seria maestro.

A Banda Infanto Juvenil Maestro Duda faz parte do Projeto Banda Escola, que é mantido pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves. Para mais informações sobre o projeto ou disponibilidade de vagas, basta acessar o site www.fcmc.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais da Fundação Cultural Monsenhor Chaves ou do projeto.

Instrumento musical popular na Europa atrai jovens de Teresina

Você já conhece ou já ouviu falar no clarinete? Ele é um instrumento que apesar de antigo ainda é bem desconhecido do grande público teresinense, porém é bastante popular na Europa desde a Idade Média. Em 1690, Johann Christoph Denner, clarinetista alemão, acrescentou à sua charamela uma chave para o polegar da mão esquerda, para que assim pudesse tocar numa abertura, o que lhe trouxe mais possibilidades sonoras. Surgiu, assim, o clarinete contemporâneo. Introduzido nas orquestras em 1750, foi um dos últimos instrumentos de sopro incorporados à formação orquestral moderna.

Bastante difícil de tocar em todo o seu potencial, o instrumento exige do músico dedicação e estudo para a boa execução das músicas. Somente neste primeiro trimestre de 2021, cerca de 100 teresinenses estão matriculados nos cursos online oferecidos pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Cultural Monsenhor Chaves.

Um dos alunos do projeto é o jovem Carlos Henrique Olegário, que sonha ser músico profissional. “Quando o professor me deu o instrumento para aprender eu comecei a gostar bastante dele. É difícil mas é muito bom de tocar e eu quero virar músico profissional”, conta o estudante da Escola Municipal Olímpio de Castro.

João Henrique, de apenas 14 anos, nunca tinha ouvido falar nesse instrumento, mas por intermédio de sua mãe, que tinha o desejo de ver ele matriculado em um dos cursos da Banda Escola, resolveu se matricular para aprender a tocar o clarinete. “Quando o projeto chegou no meu bairro, segui a orientação de minha mãe, pois seria para mim uma nova experiência”, conta João Henrique, enfatizando que está apaixonado pelo instrumento.

Melque Gabriel é clarinetista da Orquestra Sinfônica de Teresina e professor do Projeto Banda Escola, na Escola Municipal Olímpio de Castro, na zona Leste da cidade. Com nove alunos aprendendo clarinete, ele enfrenta os desafios do ensino a distância, necessário por conta das medidas de distanciamento social provocadas pela Pandemia da Covid-19.

“Este é um momento desafiador, por ser um instrumento de sopro, não podemos estar juntos dos alunos. Eu acho fantástico ensinar essas crianças um instrumento. A música eleva o ser, transmite felicidade e é uma poderosa ferramenta de inclusão social”, enfatiza o professor Melque Gabriel.

Jovens de Teresina estão buscando o curso – Foto: Arquivo – FMC

Projeto Banda Escola

O Projeto Banda Escola vem formando novos músicos em Teresina há 33 anos. Atendendo crianças e jovens dos bairros e povoados de Teresina cumpre um papel social muito importante, colocando novos instrumentistas no mercado musical e tirando crianças de situações de risco e as mantendo ligadas às escolas. Para mais informações sobre os cursos oferecidos ou novas oportunidades, basta acessar o site www.fcmc.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais da Fundação Cultural Monsenhor Chave.

Semplan e Fundação Monsenhor Chaves alinham ações de cultura Teresina

A Secretaria de Planejamento e Coordenação (Semplan) esteve em reunião com o Presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Scheyvan Lima, nesta segunda-feira (01). Na oportunidade, foram discutidas a disponibilidade da equipe de Planejamento em auxiliar a pasta na aquisição de recursos para o desenvolvimento da cultura na capital, além do Plano Municipal de Cultura que é desenvolvido junto ao Programa Lagoas do Norte.

 

“Nosso objetivo, enquanto planejamento, é captar recursos, dialogar com as instituições financiadoras e acompanhar a execução de projetos para a cidade. Nesse caso, estamos junto à Fundação de Cultura para impulsionarmos ações nessa área, seja com reativação de projetos ou implantação de tecnologias. Alinhados com os ideais do nosso prefeito Dr. Pessoa, queremos que as manifestações que enaltecem a cultura local façam parte da rotina do teresinense e deixem de ser pontuais”, explica João Henrique Sousa, Secretário de Planejamento.

Para Scheyvan Lima, presidente da Fundação Monsenhor Chaves, o diálogo traz um alinhamento de trabalho e fortalece a equipe na gestão para impulsionar a cultura local. “É gratificante trabalharmos com uma equipe tão competente e alinhada com a visão da gestão atual. Discutimos aqui a reestruturação de projetos e também tratamos do Plano Municipal de Cultura, que é um documento de planejamento com o objetivo de orientar a execução de políticas públicas culturais na cidade. Vamos avançar e fomentar a cultura na nossa cidade, com certeza”, concluiu o gestor.

Museu Municipal de Arte Sacra Dom Paulo Libório prepara nova expografia

Mesmo fechado devido à pandemia da COVID-19, o museu Dom Libório continua com suas atividades internas em funcionamento. Além da limpeza, conservação e preservação do seu rico acervo cultural, a instituição está preparando uma nova expografia que será aberta ao público após a liberação por parte dos órgãos competentes.

A diretora, Maria Fernanda Fernandes, ressalta a importância do museu para a cidade de Teresina e ainda as mudanças que ocorrem com a nova gestão.

“Além da preocupação com a preservação do acervo, precisamos transformar o museu em um espaço dinâmico, um ponto de referência tanto para pesquisadores quanto para o público em geral”, pontua a diretora.

A nova expografia contará com um circuito expositivo organizado em seis salas temáticas, melhorando a distribuição do acervo e expondo objetos da reserva técnica, ainda não conhecidos e expostos ao público.

Além das ações físicas, o museu busca também se aproximar do seu público através das redes sociais, principalmente nesse momento delicado da pandemia onde as visitas presenciais ainda não são possíveis.

“Uma das nossas prioridades é aproximar o público da instituição através de ações nas redes sociais, fazer uma maior divulgação do nosso trabalho e levar o museu até as pessoas, enquanto elas não podem vir até nós”, conta a diretora Fernanda Fernandes.

Mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, o Museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório fica localizado na Rua Olavo Bilac, 1481, no cruzamento com a Rua 24 de Janeiro, no Centro de Teresina.

Palácio da Música: aulas online encurtam distâncias e dão mais oportunidades aos teresinenses

As aulas on-line do Palácio da Música de Teresina, casa consolidada na cidade há 11 anos, têm trazido diversos desafios, como também muitos frutos, para os alunos e professores. Desde o ano passado, com o início das medidas de segurança por conta da Pandemia da Covid-19, as aulas passaram a ser remotas, fato inédito na cidade, onde o aluno poderá ser certificado em um curso de instrumento musical sem sair de casa.

Este modelo de educação encurtou distâncias e resolveu problemas de mobilidade, favorecendo os alunos que moram em comunidades distantes da região central da cidade, onde fica localizado o Palácio da Música. Atualmente, estão sendo executados cursos de 07 instrumentos, que são divididos em 57 turmas, atendendo neste trimestre, por volta de 500 teresinenses residentes nas zonas urbana e rural.

A advogada Lilian Mendes, aluna do curso de violão, fala sobre a experiência das aulas remotas

A advogada Lilian Mendes, de 27 anos, conta que ficou sabendo do Curso de Violão online por meio de uma amiga que viu o anúncio nas redes sociais. Ela afirma que viu a oportunidade perfeita para concretizar o sonho de aprender a tocar violão, pois sendo um curso online, ela poderia assistir às aulas de qualquer lugar e sem ter que ter gastos com locomoção.

“Em 2019 até iniciei um curso presencial, porém por conta da rotina, acabei abandonado as aulas e agora com essa nova modalidade de ensino consegui me adaptar e em breve já estarei com o meu certificado na mão”, conta a advogada, enfatizando que apesar do preconceito, as aulas online são bem proveitosas, pois os professores acabam dando uma maior atenção ao aluno, sem contar que ajuda as pessoas a não se expor em locais fechados com aglomeração.

Neste novo modelo de curso, os professores também precisaram buscar meios para suprir a falta de contato físico com os alunos, enriquecendo as aulas com material didático, por meio das diversas possibilidades que o mundo online possibilita.

“Ambas as modalidades têm suas vantagens e desvantagens. A grande desvantagem da aula remota, é a falta de contato com o aluno, corrigir minimamente postura, posição de dedos, mas em compensação, exige que o professor se prepare melhor para a aula, buscando materiais, editando vídeos, um maior planejamento e aprimorando a metodologia do professor. Isso aumenta a nossa carga horária, mas é um desafio engrandecedor. Fora os alunos de comunidades distantes que tinham interesse nas aulas e agora têm a oportunidade”, explica André de Sousa, professor de guitarra.

O Palácio da Música é mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação de Cultura Monsenhor Chaves. Para mais informações sobre novas turmas, basta acessar o site fcmc.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais da Fundação Monsenhor Chaves e do Palácio da Música.

FMC busca solução para pagamento de 22 projetos da Lei Aldir Blanc

Uma reunião entre a antiga e atual gestão da Fundação Cultural Monsenhor Chaves aconteceu na manhã desta quinta-feira (11) para tratar sobre o pagamento de 22 dos 188 projetos aprovados no Edital da Lei Aldir Blanc executado no ano passado. Todos estes projetos deveriam ter sido pagos até o último dia 31 de dezembro, porém apenas 166 foram pagos dentro do prazo exigido no edital.

Nesta semana, o presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Scheyvan Lima, se reuniu de forma virtual com parte dos proponentes que não receberam os recursos dentro do prazo estipulado pelo edital.

“Apesar do recursos estarem disponíveis para pagamentos, os mesmos só poderiam ser liberados após a constatação de fichas de avaliação e atas da comissão criada para avaliar os projetos”, afirma Scheyvan Lima, enfatizando que até a data de hoje estes documentos não estavam disponíveis para a atual gestão.

Durante o encontro, ex-gestores, membros da comissão de avaliação da Lei Aldir Blanc e membros da atual gestão se reuniram no auditório do Palácio da Música para resolver as pendências e acelerar os pagamentos a fim de não prejudicar os proponentes. Na reunião foi cobrado a entrega das fichas avaliadoras e atas das reuniões devidamente assinadas pelos membros da comissão, documentos estes que são necessários para justificar o pagamento dos projetos.

A Fundação Cultural Monsenhor Chaves esclarece ainda que estes documentos são referentes ao processo burocrático do edital e que nada tem haver com os documentos apresentados pelos proponentes e que tão logo toda documentação esteja disponível de maneira legal, a fundação realizará a transferência dos recursos. Para mais informações, o interessado deverá acessar o site fcmc.teresina.pi.gov.br