Evento reuniu mulheres empreendedoras no Teatro João Paulo II

Como forma de incentivar as mulheres a seguir o caminho do empreendedorismo, aconteceu na noite de ontem (10/03), no Teatro João Paulo II, na zona Sudeste de Teresina, a sexta edição do Empreende Mulher, evento que reúne empreendedoras dos mais diversos bairros da cidade, que buscam através através da união, a inspiração para montar ou melhorar seus empreendimentos. Esta edição do Empreende Mulher teve como temática a inteligência emocional, para que as participantes possam ter a capacidade de identificar os os próprios sentimentos e os dos outros, além de criar motivações para que elas possam gerir bem as emoções.

De acordo com Janara Ribeiro, diretora do Teatro João Paulo II, e organizadora do evento, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso de muitas empreendedoras, já que a maioria das situações vividas no trabalho exigem habilidades de relacionamento e compreensão humana. Segundo ela, as duas últimas subdivisões da inteligência emocional, por exemplo, dizem respeito à interação com o outro, fazendo com que essas habilidades sejam importantes para a organização de grupos, capacidade de negociar e liderança.

“Em situações de conflito, a necessidade de se ter inteligência emocional no trabalho bem desenvolvida é nítida. Quando alguém não sabe ao certo o que sente, não é empático e não dosa suas reações, o problema é inflamado e dificilmente resolvido. Acontecem ofensas, mágoas e prejuízo para o trabalho e para o clima organizacional, porém a inteligência emocional não é necessária apenas para promover a melhor saída em situações de conflito”, disse Janara Ribeiro, falando ainda que mesmo quando existem relações de qualidade satisfatória, essa capacidade bem desenvolvida pode trazer impactos positivos na satisfação e na produtividade dos colaboradores.

Rosana Oliveira é uma das empreendedoras que estava na plateia do Empreende Mulher, ela conta que através do projeto, a exemplo dela, muitas mulheres estão se transformando, inclusive valorizando seus empreendimentos. Para Rosana, esse tipo de iniciativa faz com que as mulheres empreendedoras se sintam mais valorizadas, já de acordo com ela, muitas das vezes as mulheres têm mais dificuldades de alcançar sucesso por estarem em uma situação onde tem que se dedicar ao lar e ao empreendedorismo.

“Graças ao Empreende Mulher hoje eu sou uma nova mulher empreendedora, antes eu chamava minha loja, de lojinha, e agora passei a chamar de negócio, e isso melhorou consideravelmente a minha auto-estima e com isso consegui melhorar as vendas. Eu trabalho no ramo da beleza, e esse evento me fez inclusive entender melhor minhas clientes, sempre criando um plano de trabalho baseado na realidade delas”, disse Rosana Oliveira.

O Empreende Mulher é realizado por um grupo de mulheres empreendedoras e conta com apoio da Prefeitura Municipal de Teresina, por meio das ações de descentralização das atividades da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves. Para saber mais sobre os próximos eventos do Empreende Mulher, basta acessar o site cultura.pmt.pi.gov.br, ou seguir a página cultura_the no Instagram.

Empreendedorismo será destaque em evento que reunirá mulheres em Teresina

As mulheres estão ocupando cada vez mais espaço no ambiente corporativo e assumindo cargos de liderança dentro das empresas, uma posição que exige habilidades como empatia, capacidade para lidar com as emoções e levar motivação aos colaboradores e colegas. Pensando nisso, e visando ações que busquem promover a semana do Dia Internacional da Mulher, acontecerá na próxima sexta-feira (10/03), a partir das 19h, a VI edição do Empreende Mulher, evento realizado no Teatro João Paulo II por um grupo de empreendedoras da região do Grande Dirceu, e que conta com apoio da Prefeitura Municipal de Teresina, por meio das ações da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Janara Ribeiro, diretora do Teatro João Paulo II, explica que o conhecimento emocional é essencial para que as mulheres de Teresina desenvolvam melhor a sua capacidade de empatia e de se comunicar no ambiente corporativo e social, segundo ela, se expressando de forma mais assertiva e persuasiva. A diretora destaca ainda o apoio da gestão municipal e do prefeito Dr. Pessoa as mulheres empreendedoras, fato que de acordo com ela, faz com que mais e mais mulheres ingressem no mercado de trabalho, gerando renda para elas e suas famílias.

“Ter conhecimento emocional é fundamental para liderar uma equipe de forma saudável, com harmonia e autocontrole, além disso, promover um uma ação como esta, é de suma importância para o desenvolvimento pessoal e profissional de todas as mulheres de Teresina. Com a pandemia do Coronavírus, houveram muitas coisas negativas, porém por outro lado, também tivemos um grande número de mulheres que saíram do anonimato, ou deixando as tarefas do lar para se dedicar a um negócio, por isso esse ano o Empreende Mulher vem maior, e claro, com o objetivo de dar apoio a essas mulheres que passaram a ter a própria renda através do empreendedorismo”, destaca Janara Ribeiro, esclarecendo ainda que o evento é aberto para todas as mulheres que já empreendem ou que sonham em empreender.

O Empreende Mulher será mediado pelas especialistas em Inteligência Emocional, Diana Carvalho, Janara Ribeiro, Melissa Christofoletti, trio que conta com larga experiência na capacitação de mulheres para o mercado de trabalho. Para participar do evento, as interessadas devem confirmar sua presença através do link (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeDoSYCsyOaFYYlXqCM9RD7sWdbTQ11oNAOnGyum2TIVGVifQ/viewform?usp=sf_link), e no dia do evento contribuir com um 1 kg de alimento não perecível, que serão destinados para mulheres de baixa renda.

Mulheres se destacam tocando instrumentos e provam que talento independe de sexo

De fato, a música tem a essência feminina, não só na etimologia, mas no fervor da emoção e, sobretudo, na delicadeza da sonoridade. Os investimentos feitos pela gestão municipal, através das ações da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), têm cada vez mais atraído um número maior de mulheres em espaços instrumentistas que antes eram ocupados apenas por pessoas do sexo masculino.

Em Teresina, o mercado musical vem se abrindo para o novo e a sociedade vem acompanhando essa mudança. As mulheres passaram a comandar instrumentos como sanfona, violino, violão, fagote, trompete, entre outros, quebrando barreiras e, claro, se destacando em suas áreas, como é o caso da sanfoneira e professora Écore Nascimento, única mulher que integra a Orquestra Sanfônica de Teresina.

“Para chegar até aqui não foi fácil, pois não é comum termos mulheres tocando esse lindo e pesado instrumento. Comecei meus primeiros passos como aluna e aos poucos, com muito esforço, conquistei uma vaga na Orquestra Sanfônica de Teresina, que antes era formada apenas por homens”, conta Écore Nascimento, enfatizando ainda que além de fazer parte de uma outra banda formada apenas por mulheres, ela passou a ministrar aulas de sanfona no Palácio da Música, que é a maior referência em ensino musical do Estado do Piauí.

Na Banda 16 de Agosto, que é a banda oficial do município de Teresina, são três mulheres, elas tocam trompete, bateria e bombardino, instrumentos que geralmente são ligados a pessoas do sexo masculino. Apesar de parecer pequeno, esse número de mulheres já é considerado como um avanço, já que a banda foi criada em 1968, e a chegada da primeira mulher na equipe só ocorreu cerca de 35 anos depois, sendo que hoje elas estão em evidência.

Irisneide Araújo, da Banda 16 de Agosto se dedica ao trompete, um instrumento que antes era tido como masculino.

Há mais de 20 anos atuando como instrumentista, Irisneide Araújo é trompetista da Banda 16 de Agosto. Ela fala que no passado, apesar de já ter mulheres atuando no mercado, elas tocavam apenas em instrumentos específicos. Porém ela se apaixonou pelo som do trompete e resolveu se dedicar ao instrumento, superando as dificuldades de aprender a tocá-lo, se qualificou e conseguiu representar as mulheres na mais tradicional banda da cidade, comprovando que o talento independe do sexo.

“Os desafios foram muitos, pois por ser mulher, tinha que me dedicar aos filhos, além dos estudos e a trabalhos secundários, pois no passado era bem mais difícil viver apenas da música. No caminho até aqui ví muitos olharem com olhos tortos, havia um certo preconceito, muitos afirmavam que eu deveria buscar outro tipo de instrumento, porém, soube lidar com isso e hoje sigo aqui firme e feliz por não ter desistido desse sonho”, conta Irisneide Araújo, afirmando ainda que já teve inclusive experiências em outros estados, fato que contribuiu com o seu crescimento profissional.

Com o seu fagote, Miranísia Freitas faz sucesso na Orquestra Sinfônica de Teresina.

As mulheres também vêm ganhando outros espaços dentro dos demais projetos musicais mantidos pela Prefeitura de Teresina, como por exemplo na Orquestra Sinfônica de Teresina, na Orquestra de Violões e no Projeto Banda Escola. Apesar de pequeno, o número de mulheres instrumentistas vem aumentando e esse número de integrantes femininas pode aumentar, isso por conta do crescente número de mulheres inscritas em projetos como o Banda Escola, que é uma espécie de porta de entrada para quem deseja ingressar nas orquestras e na banda municipal.

Silvana Lys e Sorane Costa, integrantes da Orquestra de Violões de Teresina.

Mulheres quebram barreiras da masculinidade na sanfona

Em um mercado composto em sua maioria por homens, sendo mais comum a figura masculina no mundo da sanfona, foi necessário que algumas mulheres dessem o pontapé inicial para quebrar a barreira do machismo imbricada no acordeon. Através dos cursos de sanfona oferecidos pelo Palácio da Música de Teresina, desde 2014, muitas mulheres estão conseguindo adentrar no mercado musical.

Isolda Dantas iniciou seus estudos na sanfona no Palácio da Música em 2021, já aposentada. Ela é um exemplo de paciência e mostra que nunca é tarde para realizar um sonho e iniciar uma nova jornada. “Minha família não deixava eu tocar sanfona por eu ser mulher, meu pai tocava pra sustentar a família e isso era encarado só como um trabalho, não como uma arte. Como existia um respeito enorme de filhos para com os pais, nunca me atrevi a tocar nos instrumentos dele. Hoje, estou aposentada e fazendo muitas coisas que não podia fazer por não ter tempo ou permissão. Eu tinha que trabalhar e sustentar a família, pois sempre fui provedora dela.”, conta Isolda Dantas.

Nesta área também acompanhamos casos onde a família inspira as futuras musicistas e os papéis são trocados, onde, de estímulo, os pais passam a serem os estimulados. “Meu pai, Juarez Moura, é sanfoneiro, mas aprendeu a tocar o instrumento sozinho na adolescência, sem técnica e, por isso, não consegue ensinar. As bases do que temos hoje foram construídas sobre o trabalho dele como sanfoneiro. Desde criança vivo cercada pelo acordeom, ouço ele tocando e consertando o instrumento. Por esse motivo me interessei em aprender a tocar sanfona. Ele consegue tocar ouvindo a música, mas sem técnica.”, explica Joaria Moura, que agora, com o acesso à teoria e prática técnica da sanfona, ensina o que aprende a seu pai.

Ainda há certo estranhamento quando mulheres são avistadas tocando sanfona. Mas a música, como toda forma de expressividade artística, existe para diminuir segregações físicas e ideológicas. “Sanfona é o instrumento mais lindo do mundo. Sempre vi os homens tocando e era muito comum, precisava de força e nada melhor que a mulher, para além da sua doçura, completar a beleza deste instrumento. O desejo de tocar sanfona emergiu quando percebi que poderia alcançar corações, almas, lembranças. Quando percebi que poderia emocionar e ser emocionada. Antes, eu já gostava, porque Gonzagão pra mim é indescritível. Mas quando vi, em uma novela, a Lucy Alves tocando, tive a certeza que era o melhor investimento que eu poderia fazer”, exalta a aluna Carol Santos.

Algumas alunas têm um progresso técnico tão grande que ganham destaque perante os professores. Écore Nascimento já era cantora quando resolveu se dedicar também à sanfona. E ela se empenhou com tampo afinco, que em apenas um ano foi convidada pelo maestro Ivan Silva a ser mais um membro da Orquestra Sanfônica Seu Dominguinhos, grupo de sanfona profissional mantido pela Prefeitura de Teresina. “Eu sempre amei estar no meio musical, seja cantando ou só apreciando. Acompanhava o trabalho da Orquestra Sanfônica e aquilo sempre me tocava. Com o surgimento do grupo ‘As Fulô do Sertão’, no qual eu já fazia parte como cantora, veio o último pontapé pra que eu me matriculasse no curso de acordeon, no Palácio da Música. A minha dedicação era proporcional à minha paixão e logo outras portas se abriram. Hoje sou a acordeonista do grupo (As Fulô) e também da Orquestra Sanfônica. Por ser mulher, muitos desafios surgiram, como o peso do acordeon, o preconceito por parte dos músicos mais experientes, etc. De fato, no meio musical, ainda era algo novo na época. Hoje, graças a Deus, temos a oportunidade de poder inspirar outras garotas e mostrar nossa capacidade.” Hoje, além de instrumentista, ela é coordenadora, produtora e única mulher da Orquestra.

O Palácio da Música é mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação de Cultura Monsenhor Chaves. Para mais informações sobre novas turmas, basta acessar o site fcmc.teresina.pi.gov.br ou seguir as redes sociais da Fundação Monsenhor Chaves e do Palácio da Música.