Aniversário de Teresina: Balneário Curva São Paulo terá show com Trio Mandacaru neste domingo (22)

Com o intuito de valorizar o Balneário Curva São Paulo, ponto turístico da capital que fica localizado na zona Sudeste da capital, a Prefeitura Municipal de Teresina estará realizando neste domingo (22/08), das 13h às 16h, uma apresentação do Trio Mandacaru. A atividade faz parte do calendário cultural do aniversário da cidade e ainda das comemorações do aniversário do balneário que, este mês, chega aos seus 14 anos de existência.

A gestão municipal estará empenhada em criar meios que melhore a situação do espaço. Por lá já tiveram intervenções de limpezas promovidas pela SAAD Sudeste – Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas, bem como a melhoria da iluminação pública promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação – SEMDUH.

Para Zé Nito, superintendente da SAAD Sudeste, o comprometimento da prefeitura com o Balneário Curva São Paulo é um reflexo da preocupação com as pessoas da cidade.

“Tenho profundo respeito por esse lugar, pelos permissionários e residentes da região. Estamos nos comprometendo a estudar a melhor forma para trazer uma nova Curva São Paulo, bonita e cheia de vida para as pessoas usufruírem. Mais um espaço de lazer para a zona sudeste”, comemora o superintendente Zé Nito.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC), Scheyvan Lima, conta que, com as melhorias já iniciadas no balneário, agora chegam as intervenções na área da cultura, que em parceria com a SAAD Sudeste e outros setores da gestão municipal, estarão sendo realizadas ao longo deste ano, com intervenções que venham a dar mais visibilidade ao local.
“Temos a determinação do prefeito Dr. Pessoa de descentralizar as ações culturais que ocorrem na cidade, por isso essa gestão estará sempre presente no Balneário Curva São Paulo, local que tem o carinho de muita gente e que carece de uma melhor atenção”, conta Scheyvan Lima, afirmando ainda que, por conta do momento pandêmico, inicialmente essas atividades culturais ocorrerão de maneira pontual, a fim de serem respeitadas as orientações dos órgãos de saúde.

Gilmar Paiva, da Comissão de Organização do Balneário Curva São Paulo, conta que o espaço começa a ter o retorno do público e que essa atividade feita pela gestão pública só vem a ajudar o espaço, pois, de acordo com ele, muitas famílias dependem do local para sustentar suas famílias. Gilmar também fala que, além da apresentação do Trio Mandacaru, no domingo de aniversário do balneário, também terá a apresentação da Banda Fervendo Frevo.

“Esse apoio dado pela gestão é muito importante para garantir que este espaço volte a ser um dos pontos turísticos mais visitados do estado. Nós, permissionários, avaliamos como positivo esse olhar dos gestores, pois é através dessa visão de valorização que iremos ter a garantia que continuaremos sendo assistidos”, comenta Gilmar Paiva, afirmando que tem boas expectativas sobre o evento deste domingo.

O evento comemorativo do aniversário do Balneário Curva São Paulo é totalmente de acesso gratuito, devendo o público fazer o uso de máscaras e manter o distanciamento social. Para mais informações sobre as intervenções do poder público no balneário, basta acessar o site www.teresina.pi.gov.br.

Alunos do Projeto Banda Escola recebem Wilker Marques em live nesta quinta-feira (20)

Os alunos do Projeto Banda Escola de Teresina estão desde março de 2020 com suas atividades de forma on-line. Com aulas três vezes por semana, com uma hora de duração cada, eles ainda têm acesso às lives semanais que complementam o conteúdo.

De acordo com Melque Gabriel, o convidado dessa semana é Wilker Marques, músico teresinense, clarinetista e saxofonista, que também é professor de filosofia do Instituto Federal do Piauí e ex-clarinetista da Orquestra Sinfônica de Teresina e ainda foi um dos responsáveis pelo início do ensino de clarinete na cidade.

“A nossa intenção ao realizar essas lives é apresentar pra nova geração os grandes músicos responsáveis pelo ensino do instrumento”, explica Melque Gabriel, professor da Banda Escola Maestro Aurélio Melo, que funciona na região do Vale do Gavião, na zona Leste de Teresina.

Para Cleidiomar Nascimento, Coordenador do Projeto Banda Escola, as lives são muito importantes nesse momento difícil que vivemos. “Além de proporcionar aos alunos o contato com profissionais da música, as lives ajudam também na dinâmica do ensino remoto que tem se tornado uma realidade desde o início da pandemia do coronavírus”, reforça Cleidiomar Nascimento.

O projeto Banda Escola é executado pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, no âmbito das unidades escolares do município. Ele promove espaços lúdicos e de criação, sobretudo para jovens e adolescentes que estejam passando por dificuldades na escola e na comunidade, oferecendo-lhes uma nova perspectiva, possibilidades de socialização e o potencial de iniciação profissional em uma carreira artística na área da música.

O projeto cumpre um importante papel social e educativo ao colocar no mercado novos instrumentistas com sólida formação musical, prática e teórica, desempenhando um papel fundamental para a preservação e continuidade da produção cultural das bandas de músicas em várias cidades do estado, além de tirar as crianças de situações de risco e mantê-las ligadas à educação por meio das artes.

Balé da Cidade busca alternativas para não parar durante o isolamento social

O isolamento social, necessário por conta da pandemia, pegou a todos de surpresa e fez com que muitos profissionais repensassem a forma de continuar produzindo dentro dessa realidade. Para quem trabalha com arte e público, foi um desafio olhar para as quatro paredes de sua casa e repensar seus modos de produzir.

Nesse período, o Balé da Cidade de Teresina não parou. A Companhia seguiu com sua rotina de encontros, à distância e online, e seguiu trabalhando através das plataformas digitais, compartilhando com o público aulas e conversas sobre dança e o fazer artístico.

E foi também nesse contexto que nasceram duas criações do Balé da Cidade: o espetáculo online Morada e a ação de rua Comensura. As duas produções buscaram na realidade da pandemia sua inspiração para dançar esse momento e apresentar um olhar artístico sobre esse “novo normal”.

Para Janaína Lobo, artista da dança e coordenadora artística do Balé da Cidade, três coisas serviram de inspiração: sua formação em arquitetura, pensar em um “registro” desse momento e o desejo de realizar uma criação pela Companhia. “Eu, como arquiteta de formação e interesse pessoal, sempre gostei muito das casas das pessoas. Sempre entendi que as casas são corpos, falam muito sobre quem mora em cada lugar. Então, sempre tive esse fascínio. Além disso, entendi que ainda iríamos passar um bom tempo trabalhando em casa. Quando me deu esse clique, pensei em usar esse momento para criar alguma coisa que vire um registro para a posteridade, da gente que passou por isso e como isso reverberou artisticamente. Um terceiro ponto é que eu já estava na pilha de criar para o Balé. Essa é a minha primeira criação com a Companhia”, diz.

Já para o coreógrafo e bailarino do Balé da Cidade, Adriano Abreu, tudo começou com uma inquietação que só crescia com o isolamento e a saudade de ter contato próximo com o público. “Foram meses morando sozinho e privado de exercer minhas ações corriqueiras que vinham desde a criação, apresentações e uma necessidade de se alimentar pelo contato com o outro. Estava sendo difícil não contar mais com o contato físico, mesmo reinventando a forma de criar dentro do Balé, ainda assim, eu enquanto artista buscava preencher o vazio que o não presencial trouxe. Foi incrível perceber as novas possibilidades nessa situação pandêmica, mas em mim existia a ânsia de voltar, de se encontrar e quebrar as impossibilidades que o virtual também traz consigo”, explica.

Morada foi à primeira criação. Janaína criou o espetáculo totalmente online. As reuniões com a equipe, o estudo de lugares para dançar dentro da casa de cada bailarino, a ideia de cada movimento, a forma de apresentar e a transmissão. Desta forma, foram apresentadas três temporadas através de plataformas de vídeo. “O Morada foi realmente feito à distância. Ficou como característica da obra ela ser ensaiada, pensada e todo o processo online; por exemplo: eu nunca fui à casa de ninguém. Teve muita insegurança no começo, tiveram momentos que me senti perdida. Foi um processo achar como funcionava a comunicação para essa criação. Apresentar também foi um experimento. Podia ter dado tudo errado. Eu, pelo menos, como criadora, ainda me sinto tateando essas plataformas, esses outros jeitos de criar. Então, acho que cada apresentação foi nos ensinando algumas coisas”, conta a coordenadora.
Já o Comensura se realizou como uma ação de rua. Por duas vezes, após a diminuição de casos de Covid-19 em Teresina e com a flexibilização, os bailarinos da Companhia ocuparam praças do centro da cidade.

“A minha proposição para os bailarinos do Balé da Cidade de Teresina veio justamente a fim de esmiuçar, compartilhar, e nos fazer questionar o novo modo de ir para o mundo, de trabalhar, se relacionar com o outro e ainda tentar se manter saudável. Os corpos reagiram de maneiras peculiares. A pesquisa em torno do contato se baseou no estudo de medos, encorajamento, preocupação e alerta. Observamos a medida exata permitida e a superproteção do corpo, que trouxeram dentro desse processo, ainda em descoberta, o confronto com a rua, com o contato mensurado, a informação e tentativa de conscientização para dizer que o fato de estarmos de volta não significa que tudo acabou”, finalizou Adriano.

Morada e Comensura são ações artísticas que têm como ponto de partida comum as vivências dos artistas do Balé da Cidade de Teresina na pandemia. As criações trazem sentimentos e questionamentos sobre o que foi vivido individualmente que, em algum grau, foi vivido pela população como um todo trazendo reflexões e criando possibilidades de relação, já que a arte opera trazendo possibilidades de realidade.

Sobre a Companhia

O Balé da Cidade de Teresina é uma companhia pública de Dança Contemporânea que vem atuando no cenário artístico local e nacional, contribuindo com o desenvolvimento e aprofundamento da dança piauiense. Vem aproximando a dança da cidade, através da sua atuação compromissada em diferentes ações, como temporadas de apresentações públicas, conversas e formação continuada.
O Balé da Cidade de Teresina conta com 18 bailarinos e é mantido pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Associação dos Amigos do Balé da Cidade de Teresina e da Fundação Monsenhor Chaves. Tem direção geral de Chica Silva, coordenação artística de Janaína Lobo e ensaios de Carla Fonseca.