Projeto da FMC destaca edição nº 5 da revista Cadernos de Teresina

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) segue com o projeto semanal de valorização da memória cultural da cidade através da revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, a edição em evidência é a número 5, lançada em agosto de 1988, que traz como título “Teresina nos alvores de sua história”.

Para marcar a atividade, o servidor Francisco de Castro fez a leitura do poema “Luz Azul”, da escritora Jacqueline Dourado, uma das vozes literárias presentes nessa publicação histórica.

Entre os destaques da edição estão “Artesanato rural: técnicas preservadas”, que valoriza o saber tradicional e o trabalho manual; “Chico Pereira: grande autor que o teatro perdeu”, lembrando a importância de um nome marcante das artes cênicas; e “O retrato de São Joaquim Caçador”, um mergulho nas representações religiosas e simbólicas da cidade.

Com espaço para literatura, poesia e gravuras, a revista reforça seu papel como documento cultural, registrando tanto o cotidiano quanto as expressões artísticas que compõem a identidade teresinense.

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Cadernos de Teresina nº 4 traz reportagem sobre o povoado Mimbó: comunidade negra em luta pela sobrevivência

Na edição nº 4 da revista Cadernos de Teresina, lançada em abril de 1988, uma das reportagens de maior relevância cultural e social foi intitulada “Mimbó: mito e realidade — uma comunidade negra luta pela sobrevivência”, assinada por Noé Mendes e Airton Gomes, com fotografias de Alcide Filho.

O texto registra a história do povoado Mimbó, em Amarante, comunidade formada por descendentes de quilombolas que, há gerações, mantém viva sua identidade cultural e suas tradições, enfrentando o isolamento geográfico e a exclusão social. O artigo foi publicado no contexto do centenário da abolição da escravatura, momento em que se discutia a herança da escravidão e as desigualdades persistentes no Brasil.

Na entrevista concedida a Cadernos de Teresina, Augusto Rabelo da Paixão, agricultor e então presidente da Associação Comunitária do Mimbó, revelou aspectos centrais da vida local: a agricultura de subsistência, a ausência de escolas formais, a religiosidade marcada pela devoção popular e a resistência cultural por meio da música, como o tradicional pagode do Mimbó. Ele relatou ainda as dificuldades enfrentadas pela comunidade, como a falta de acesso à terra, a precariedade dos serviços básicos e a discriminação racial.

A fala de Augusto evidencia como, mesmo após cem anos da abolição, comunidades negras continuavam a lutar por direitos elementares. “A nossa alimentação é na base do milho, arroz e feijão. Não fomos acostumados com carne ou manteiga. Para as crianças, era só a maniba seca”, destacou em um dos trechos, reforçando a realidade de privações.

Para conferir ao texto completo, acesse a revista e leia a página 42: clique aqui.

Edição histórica Nº 4 de Cadernos de Teresina destaca arquitetura e cultura da capital

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) continua seu projeto semanal de valorização da memória cultural da cidade por meio da revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, a edição em destaque é a número 4, publicada em abril de 1988, intitulada “Arquitetura Contemporânea de Teresina”, que explora a evolução arquitetônica da cidade e sua relação com a cultura local.

A servidora Joélia Firmiano realizou a leitura do poema “Quadro”, do filósofo Luiz Valadares, trazendo à tona a riqueza literária e filosófica que compõe a revista.

Além do debate sobre arquitetura, a edição aborda temas como “Os cem anos de um poeta vivo”, “Meu amigo Villa-Lobos” e “A função estética do folclore na música erudita”. Com entrevistas polêmicas e brilhantes de conceituados arquitetos, acompanhadas de imagens e gravuras de design, o exemplar combina reflexão crítica e expressão artística de forma única.

A edição nº 4 mostra como a arquitetura, a música e a literatura se entrelaçam na construção da identidade de Teresina, convidando o leitor a redescobrir a riqueza cultural e histórica que molda a capital piauiense.

Acessa a revista completa aqui.

MIS de Teresina celebra primeiro mês de funcionamento com mais de 5 mil visitas

O Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS) completou seu primeiro mês de funcionamento consolidando-se como um novo espaço de encontros e vivências culturais na cidade. Nesse período inicial, mais de 5 mil pessoas visitaram as exposições e atividades oferecidas pelo museu.

Entre as novidades apresentadas ao público, destaque para a abertura da exposição Colorindo Nossas Memórias, desenvolvida pelo diretor do MIS, Paulo Dantas, e o superintendente da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), Abiel Bomfim. A mostra tem como proposta resgatar lembranças e experiências coletivas por meio das cores, conectando memória e arte.

Outro marco deste primeiro mês foi a inauguração do rooftop, localizado no quarto andar do museu, que abriga a Galeria Café, um novo ambiente voltado para convivência, cultura e gastronomia.

O MIS também recebe a exposição Cores da UAPPI, que reúne obras disponíveis para contemplação e aquisição, fortalecendo o elo entre produção artística local e o público visitante. De acordo o diretor do museu, este é apenas o começo de uma trajetória que busca transformar o espaço em um polo cada vez mais dinâmico, pulsante e acessível de cultura em Teresina.

 

Palestra “A Arte do Jogo” reúne público no MIS em mais uma edição do Ciclo de Palestras Arte e Negócio

O Museu da Imagem e do Som (MIS) recebeu, na última terça-feira (16), a palestra “A Arte do Jogo”, ministrada por Tiago Peixoto, fundador da Disforme. O encontro fez parte do Ciclo de Palestras Arte e Negócio, iniciativa que busca promover reflexões sobre os vínculos entre criatividade, mercado e inovação.

Com linguagem acessível e exemplos práticos, Tiago Peixoto compartilhou experiências sobre o processo criativo, destacando como a arte e a tecnologia se entrelaçam na construção de narrativas interativas. A palestra atraiu profissionais da cultura e interessados no tema, reforçando a importância do debate sobre a economia criativa em Teresina.

A organização do evento esteve a cargo de Clarissa Parente, Paulo Dantas, Jaíssa Moreno e Joselé Martins, através da Fundação Monsenhor Chaves e da Fundação Wall Ferraz, instituições que vêm ampliando o espaço para discussões sobre cultura, negócios e inovação na cidade.

MIS inaugura galeria da UAPPI com programação permanente para artistas piauienses

Na sexta-feira, dia 12 de setembro de 2025, o Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS) abre as portas para a inauguração da galeria da UAPPI – União dos Artistas Plásticos do Piauí, em um espaço que promete se tornar referência para a arte visual no estado.

A proposta é manter a galeria ativa de forma permanente, com exposições individuais e coletivas de artistas associados e convidados, além de artesãos piauienses. O local também será palco de oficinas, palestras e residências artísticas, fortalecendo a cena cultural e ampliando as oportunidades de formação e troca de experiências.

Fundada em 2008, a UAPPI tem como objetivo reunir e fortalecer artistas plásticos e visuais do Piauí, fomentando a produção e promovendo a arte como elemento essencial da cultura regional. Com mais de uma década de atuação, já realizou diversas exposições de destaque, consolidando-se como referência no estado.

A nova galeria está localizada no térreo do MIS, prédio da antiga Câmara dos Vereadores, na Rua Barroso, Centro de Teresina.

Balé da Cidade de Teresina realiza mais uma edição do projeto “Balé da Cidade Convida” com retorno do espetáculo AbsoLUTAS

O palco do Teatro João Paulo II recebeu, na noite de ontem, mais uma edição do Balé da Cidade Convida, projeto que abre espaço para o encontro entre o Balé da Cidade de Teresina e artistas locais. A iniciativa busca valorizar a cena cultural da capital, promovendo diálogos artísticos e compartilhando experiências que fortalecem a dança enquanto linguagem de resistência.

Nesta edição, o público foi presenteado com o retorno do espetáculo AbsoLUTAS, que voltou a ser apresentado após alguns anos. A obra, marcada pela intensidade e pela potência de seus corpos em cena, atravessa temas como gênero, sexualidade, raça e classe, transformando a dança em manifesto.

As participações especiais desta edição trouxeram ainda mais potência à noite. Savana Victória, a Afrodysyaca, apresentou uma performance marcada por sua expressividade única. Já as drag queens Sheron Lumynes e Tárcilla Bloody animaram o público, reafirmando a arte drag como forma de expressão queer. Cada uma deixou sua marca singular no encontro.

O Balé da Cidade destacou a importância de revisitar AbsoLUTAS justamente no contexto do projeto, que reforça o caráter plural e inclusivo da companhia. “É um espetáculo que fala de lutas, de presenças, de existências. Trazê-lo de volta em uma noite com grandes convidadas foi um gesto de celebração e resistência”, destacou Chica Silva, diretora do grupo.

A companhia agradeceu às artistas pela partilha no palco e ao público que lotou o teatro. “Cada pessoa presente nos ajuda a manter viva essa chama”, ressaltou a diretora.

FMC revisita a terceira edição da Revista Cadernos de Teresina, lançada em 1987

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) segue com o projeto de revisitar e disponibilizar ao público as edições da Revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, foi a vez da terceira edição, publicada no final de 1987, ganhar destaque nas redes sociais da instituição.

FMC revisita a terceira edição da Revista Cadernos de Teresina, lançada em 1987. FOTO: ASCOM FMC.

Apresentada pelo professor, Jairo Sherlock, a edição recebeu comentários em vídeo que ressaltaram a relevância e a riqueza do conteúdo. O exemplar trouxe textos de nomes marcantes como O. G. Rego de Carvalho e Noel Rosa, além de ensaios, poesias e contos que refletiram aspectos da cultura piauiense da época.

Jairo Sherlock, professor e servidor público. FOTO: ASCOM FMC.

Um dos diferenciais dessa edição foi a inclusão de uma aba antes da capa, recurso que valorizou ainda mais o material editorial. O número também destacou a problemática da educação e seus desdobramentos artísticos e culturais, tema central que atravessava debates importantes na sociedade teresinense do período.

Outro ponto de destaque foi a Agenda Cultural, que reunia manifestações artísticas e eventos que movimentavam a cena cultural de Teresina no final da década de 1980.

Com a retomada dessas publicações históricas, a Fundação reafirma o compromisso de resgatar e valorizar a memória cultural da cidade, permitindo que novas gerações tenham acesso a registros que marcaram o desenvolvimento intelectual e artístico de Teresina.

ACESSO DO CADERNOS DE TERESINA 3 COMPLETO: CLIQUE AQUI.

Banda 16 de Agosto e Projeto Banda Escola celebram a Independência do Brasil em desfile na capital

O desfile de 7 de Setembro em Teresina, realizado na manhã deste domingo, (07), na Avenida Marechal Castelo Branco, contou com a participação de dois importantes grupos ligados à Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC): o Projeto Banda Escola e a Banda 16 de Agosto.

Banda 16 de Agosto e Projeto Banda Escola celebram a Independência do Brasil em desfile na capital. FOTO: Dolila.

O Projeto Banda Escola levou ao público um repertório variado, não apenas reuniu jovens em processo de aprendizado musical, mas também celebrou seu retorno aos desfiles após uma pausa de seis anos. Já a Banda 16 de Agosto, com sua trajetória consolidada, reforçou a tradição da música instrumental nas celebrações oficiais da capital.

Para o presidente da FMC, Maestro Aurélio Melo, a participação dos grupos representa o encontro entre tradição e novos talentos. “O Projeto Banda Escola volta a desfilar, sendo um projeto muito importante da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, porque daqui saem os artistas que vão trabalhar música na cidade de Teresina. E seguem, na Banda de 16 de Agosto, ou na Orquestra Sinfônica, entre outras. É um projeto muito bacana e que encanta no nosso desfile de 7 de Setembro”, frisa.

Confira mais fotos:

Banda 16 de Agosto e Projeto Banda Escola celebram a Independência do Brasil em desfile na capital. FOTO: Dolila.

Banda 16 de Agosto e Projeto Banda Escola celebram a Independência do Brasil em desfile na capital. FOTO: Dolila.

Banda 16 de Agosto e Projeto Banda Escola celebram a Independência do Brasil em desfile na capital. FOTO: Dolila.

Banda 16 de Agosto e Projeto Banda Escola celebram a Independência do Brasil em desfile na capital. FOTO: Dolila.

 

Projeto resgata a memória cultural de Teresina através da digitalização da revista Cadernos de Teresina

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves segue com o projeto de digitalização e divulgação das edições da Revista Cadernos de Teresina, um importante registro da produção cultural e intelectual da capital piauiense. O projeto prevê a publicação semanal de cada exemplar, permitindo que o público volte a ter acesso a esse acervo histórico.

Nesta semana, será disponibilizada a segunda edição da revista, publicada originalmente em agosto de 1987, durante a gestão da então presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Eugênia Ferraz, e do superintendente Noé Mendes. Com textos, crônicas, ensaios e poesias que refletem a efervescência cultural da época, a revista foi criada com o intuito de ser uma plataforma de expressão para artistas, escritores e pensadores locais.

A publicação desta edição ganha um significado especial ao trazer, como destaque, um poema do escritor William Melo Soares, o Poetinha, que faleceu recentemente. Figura marcante da cena literária teresinense, William deixou um legado de sensibilidade, lirismo e forte ligação com a cidade. Sua obra permanece viva entre leitores, colegas de ofício e admiradores da poesia piauiense. Em homenagem ao autor, a Fundação escolheu destacar o poema “Lua Acima Rua Abaixo”, no qual o poeta percorre, com palavras suaves e melancólicas, os caminhos da cidade que tanto amou.

LUA ACIMA RUA ABAIXO
William Melo Soares

Caso você siga
rua abaixo
lua acima
percorra toda a cidade
por entre becos e esquinas
procure um rastro de estrela
no céu de Teresina

Caso você siga
lua acima
rua abaixo
passe pelo cais do rio
de um vapor que evaporou
pro remanso de outras águas
deixando ondas no peito
do mano velho barqueiro

Caso você siga
lua acima
rua abaixo
no movimento das barcas
me envolva num abraço
só não toque no meu manto
de solidão e cansaço

A série de publicações continuará semanalmente, sempre com uma nova edição da revista sendo disponibilizada nos canais oficiais da Fundação Monsenhor Chaves. O projeto reforça o compromisso da instituição com a preservação da memória cultural e o incentivo à leitura e à reflexão sobre a identidade teresinense.

LINK PARA O ACESSO DO CADERNOS DE TERESINA 2 COMPLETO: https://drive.google.com/file/d/157cdAeX3XPcmIJXE6RBjnyhC-Bwv79jr/view?usp=drivesdk